Estou morando e espero continuar a morar, em Aracaju, uma cidade linda e agradável, com características únicas, que oportunamente comentarei, mas o fato é que um dos pratos mais apreciados aqui é o caranguejo cozido na água, sal e temperos.
Frequentemente vou ao Amanda, um barzinho legal na Orlinha e com Ana (minha metade) peço uns bons exemplares para degustar com uma cerveja de marca GELADA. É um típico programa de quinta-feira à noite, não sei por que da quinta, mas é o fato.
Cada vez que saboreio um desses crustáceos, me vem à lembrança mais uma das minhas memórias passadas na cidade do Rio de Janeiro, onde nasci e permaneci até meus 14 anos. Uma delas envolve vários elementos dessa espécie tão apetitosa, mas também bem perigosa se não tratada com cuidado.
Um dia fui com meus amigos e seus pais a uma pescaria, frequentemente, íamos a Restinga da Marambaia um paraíso freqüentado por poucos já que era uma base da marinha, sendo o pai desse meu amigo da aeronáutica tinhamos acesso e podíamos entrar. Não sei se vocês conhecem o lugar é fantástico, de um lado o mar azul e límpido do outro um mangue repleto de canais onde proliferam ou proliferavam (não sei mais como está já que há muito não tenho noticias do lugar) peixes, camarões, siris, caranguejos e outros frutos do mar.
Bem foi lá que conhecemos Neraldino. Neraldino era um pescador de caranguejo que burlava a fiscalização da marinha e entrava por traz do mangue nadando para obter seus preciosos pescados. Naquele dia Neraldino pegou um saco repleto do crustáceo e como a maré estava cheia não havia possibilidade de ele passar com o saco e nadar para atravessar o canal que separava a restinga do continente, assim ele ofereceu o saco completo de 50 quilos com aproximadamente 100 caranguejos para o pai do meu do meu amigo (seu Vicente).
Feito o negócio nos dirigimos a casa da praia que ele possuía em Sepetiba, outro lugar que aproveitei muito e que não mais tenho notícias. Bem lá chegando após muita diversão o saco foi deixado de lado num dos quartinhos, onde as tralhas de pescas eram guardadas, esperando o próximo dia quando em fim os mesmos teriam como destino o caldeirão do Moa (Moa de Moacir, irmão do pai do seu Vicente).
Noite cai, sono, cansaço de folia de praia, colchões pelo chão... E por volta das cinco da manhã , sinto algo a me beliscar no nariz, bato , mexo, viro, mas nada, cansadamente, abro os olhos e no susto grito... UMA ARANHA GIGANTE, CUIDADO..., com meu berro de susto todos acordam e a cena é no mínimo curiosa, os bichinhos se soltaram da sua prisão durante a noite e invadiram nossos quarto, era caranguejo para todo o lado, nas camas, trepado nas cortinas, no armário, sofá e até em cima da TV. foi realmente uma manhã inesquecível e agitada. Há... após o recolhimento o caldeirão do Moa foi pro fogão com os fujões.
Frequentemente vou ao Amanda, um barzinho legal na Orlinha e com Ana (minha metade) peço uns bons exemplares para degustar com uma cerveja de marca GELADA. É um típico programa de quinta-feira à noite, não sei por que da quinta, mas é o fato.
Cada vez que saboreio um desses crustáceos, me vem à lembrança mais uma das minhas memórias passadas na cidade do Rio de Janeiro, onde nasci e permaneci até meus 14 anos. Uma delas envolve vários elementos dessa espécie tão apetitosa, mas também bem perigosa se não tratada com cuidado.
Um dia fui com meus amigos e seus pais a uma pescaria, frequentemente, íamos a Restinga da Marambaia um paraíso freqüentado por poucos já que era uma base da marinha, sendo o pai desse meu amigo da aeronáutica tinhamos acesso e podíamos entrar. Não sei se vocês conhecem o lugar é fantástico, de um lado o mar azul e límpido do outro um mangue repleto de canais onde proliferam ou proliferavam (não sei mais como está já que há muito não tenho noticias do lugar) peixes, camarões, siris, caranguejos e outros frutos do mar.
Bem foi lá que conhecemos Neraldino. Neraldino era um pescador de caranguejo que burlava a fiscalização da marinha e entrava por traz do mangue nadando para obter seus preciosos pescados. Naquele dia Neraldino pegou um saco repleto do crustáceo e como a maré estava cheia não havia possibilidade de ele passar com o saco e nadar para atravessar o canal que separava a restinga do continente, assim ele ofereceu o saco completo de 50 quilos com aproximadamente 100 caranguejos para o pai do meu do meu amigo (seu Vicente).
Feito o negócio nos dirigimos a casa da praia que ele possuía em Sepetiba, outro lugar que aproveitei muito e que não mais tenho notícias. Bem lá chegando após muita diversão o saco foi deixado de lado num dos quartinhos, onde as tralhas de pescas eram guardadas, esperando o próximo dia quando em fim os mesmos teriam como destino o caldeirão do Moa (Moa de Moacir, irmão do pai do seu Vicente).
Noite cai, sono, cansaço de folia de praia, colchões pelo chão... E por volta das cinco da manhã , sinto algo a me beliscar no nariz, bato , mexo, viro, mas nada, cansadamente, abro os olhos e no susto grito... UMA ARANHA GIGANTE, CUIDADO..., com meu berro de susto todos acordam e a cena é no mínimo curiosa, os bichinhos se soltaram da sua prisão durante a noite e invadiram nossos quarto, era caranguejo para todo o lado, nas camas, trepado nas cortinas, no armário, sofá e até em cima da TV. foi realmente uma manhã inesquecível e agitada. Há... após o recolhimento o caldeirão do Moa foi pro fogão com os fujões.

Olá brother,
ResponderExcluirParabens pelo blog; tá bem bacana. Principalmente a foto do "paraíso", que pegou muitissimo bem. Quanto a esse texto, vou tambem me lembrar de algumas coisas da minha infância e adolescência, pois me criei entre Sepetiba (onde meu pai tinha uma casa de praia) e Barra de Guaratiba (onde o pai do Zeca, um grande amigo, tinha tambem uma casa de praia), que ficava em frente a Marambaia, loca das melhores ondas desse país. A restinga era e é ainda uma base militar, sim, mas do exército. Um lugar tambem paradisíaco, excelente para pescarias, que por ter a entrada vedada ao público continua do mesmo jeito, bem preservada. Em compensação Sepetiba... . Mas é isso ai, sua estória me trouxe a lembrança das guerras de lama que a gurizada fazia nos manguezais da Maranbaia.
Abraços em todos
Carlos Henrique