sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Meus Muitos Primos

Como já comentei anteriormente, meus pais são do Estado do Rio, Seu Pedro é de Petrópolis, cidade de Dom Pedro II e nascido em 29 de junho, dia de São Pedro. Será que é por isso que chama Pedro ??? . Dona Norma de Teresópolis, Cidade de Teresa Cristina nossa antiga Imperatriz, (Meu texto também é cultura).

Seu Pedro é de uma família de pelo menos oito irmãos e Dona Norma de quatro que eu lembre... . Todos casados e com muitos filhos assim tenho uma infinidade de primos e primas, daí o título nasceu, quando uma vez uns dos meus irmãos, não lembro se o Sérgio ou o Márcio, pediu a Dona Norma...

“Vamos visitar os muitos primos...” era uma referência para darmos uma voltinha em Petrópolis. Ai pegou... E sempre que queríamos vê-los essa era a senha.

Meus queridos primos que se dão ao trabalho de ler meu texto caso você não seja citado, poste um comentário me marretanto ok ?

Bem vamos a eles...

Do lado da Dona Norma...

Tem o Darsonval... Darso, como chamamos era meu primo preferido, mais velho uns três anos do que eu (acho) e que fazia tudo o que eu queria fazer e não podia, namorador, descolado, dirigia o carro do pai (tio Moreira, casado com Alcidéia irmã da Dona Norma) ia a bailes e festa e eu só querendo... . Darso deu muito trabalho para meus tios, mas tudo passa... , e hoje ele é um senhor respeitável e sério (sério???).

Na cola tem Jocelem, Jô ou Leléquias ... ela não gosta do apelido que Dona Norma deu para ela (Dona Norma jura que não foi ela), Jocelem era uma menina linda, doce e meiga (como continua até hoje) e eu aos meus 7 anos era apaixonando por ela que na época já tinha uns 13 anos. Sua irmã Helen, que mais próxima de idade comigo participava das nossas brincadeiras sempre com muita alegria ela era a animação em forma de prima. Lembro de uma vez que resolvemos dar uma de atores e gravamos rádio novelas.

Éhhh... Não tinha filmadora e o top da tecnologia era meu gravadorzinho de rolo, muito legal, nessa onda fizemos alguns bons episódios de terror, não me lembro do titulo, mas lembro de Darso falando com a voz entonada dos três irmãos Isack , Jacó e Abraão e não tinha nada, a não ser os nomes, a ver com a Bíblia, teve um outro onde Jô e Helen eram índias, foi muito divertido e depois mostrávamos orgulhosos nosso trabalho aos nossos pais, foi uma época muito boa...

Com eles fomos muitas vezes a Restinga da Marambaia, pescamos caranguejos e todos os programas de família que nunca vou esquecer. Depois de longo tempo, quando já éramos adultos, nasceu a Evelim que, aos seus 13 anos que era a cópia da Jô e já é mamãe duas vezes.

Da parte do Irmão mais velho da dona Norma, tio Cide. Lembro muito das minhas primas a Sandra e da Jocely, além da minha doce tia Neuza. Com a Sandra aprendi que Morcegos não passam de ratos que envelhecem e crescem asas. Era mais raro ir a casa deles, mas quando íamos não faltavam brincadeiras, foi na casa da avó delas que eu aprendi a andar de bicicleta. Sandra e Jocely tiveram muitos irmãos confesso que nunca soube muito quantos, isso por que como a Evelim, já fazem parte de outra geração, mas sei que tem o Cidinho o Sandro e .... falta alguém ???

Alcidéia, Alcides, Dona Norma, Sérgio....

Tio Sérgio teve dois filhos do primeiro casamento com a Tia Terezinha e com estes é que eu na minha infância pude me relacionar mais. Sheila ou Sheilinha ou nos dias hoje Sheilona, e o Serginho, que infelizmente já não esta mais conosco. Como eles eram um pouco mais novos, na época, tinham uma relação maior com o meu irmão mais novo, eram parceiros de travessuras, muitas... .

Desses primos lembro-me de dois episódios que vale a pena mencionar ...

Um foi quando rolei morro abaixo e cai em cima de uma horta de alfaces, isso quando brincávamos alegremente na beirada da ribanceira perto da casa deles em um dia de Natal, e outro quando Sheila caiu do segundo andar onde morava, bem em cima da casinha de um temido cachorro, que para espanto de todos, só fez lamber seu rosto, há... Tempos depois (15 anos), teve também o famoso Suflê de chuchu que ela fez e ficou ótimo, mas ela jura que era de Couve-Flor.

Tio Sérgio casou de novo com a Deise, que é quase da minha idade (tava podendo) e com ela teve mais duas lindas filhas a Débora e a Solange, além do Guilherme que também são da geração Xuxa. Só para lembrar, a minha esta mais para Capitão Furacão, aliais lembro que Darso uma vez, foi no programa do Capitão Furacão e ficou azarando a Elisangela.

E ai vem às meninas do Tio Jorge...

Cristina, Elisabete e Víviam. Como elas são um pouco (tantinho de nada... uns 12 ou mais ???) mais novas do que eu (Geração Balão Mágico) minha relação com elas foi mais como a de um irmão mais velho, acho que eu estava para elas como o seu pai o Tio Jorge esteve para mim e meus irmãos. Mais tarde nasceu Jorge Augusto (Guto), um garoto bom e muito levado, lembro que sempre que chegava a casa deles sempre vinham me contar uma nova travessura dele.

Como sempre estava tendo festas na casa do Jorge, eu tive uma proximidade muito grande e nos divertíamos muito, principalmente quando eu dava meu show musical ao violão e cantava meu sucesso Nary Go, enquanto Lilinho, era chamado constantemente. Não vou me alongar sobre muitos detalhes de namorados dessas primas, isso daria um livro muito divertido, mas muito longo.

Do lado do seu Pedro...

Seu Pedro como falei teve e tem muito mais irmãos e irmãs que dona Norma, mas apenas dois primos serão destaques. Minha Prima Tânia e o meu primo Delson.

Com Delson, filho do Tio Lair, irmão do seu Pedro e da Tia Dalva Prima da Dona Norma, lembro de muitas briga... Não nos dávamos muito bem e nossa relação nunca foi muito próxima, mas não me esqueço das brigas cujos motivos não tenho hoje, a menor idéia.

Tânia é a filha do Tio Dair, irmão do seu Pedro e da tia Aldinéia, Prima da Dona Norma e irmã da tia Dalva, É isso ai os irmãos do seu Pedro casaram com as irmãs que são primas da dona Norma, que nó !!! Assim não sei se a Tânia e o Delsom são meus primos duas vezes.

Bem... Como dizia... Tânia era a minha prima mais querida na infância, por proximidade de idade e de afinidade entre nossos pais, estávamos quase sempre juntos nos fins de semana que íamos a Petrópolis. Lembro que bem pequenos, aos quatro ou cinco anos já brincávamos juntos eu ela e o meu irmão Sérgio. Improvisávamos um caixote no apartamento do Méier que virava um avião, na casa dela passávamos horas e horas desenhando e olhando o russo pela janela da cozinha, catávamos vagalumes na fonte das cegonhas, íamos ao Cremerie, passear de barco, isso sempre acompanhados da Glória e da Dilma primas da dona Norma e Irmãs mais novas da tia Aldinéia. Tânia tem um irmão o José Ricardo também de outra geração.

Por circunstâncias da vida me liguei mais a alguns primos do que a outros. Fomos morar em Juiz de Fora depois no Amazonas e isso fez com que eu não tivesse com os primos e primas mais jovens uma ligação maior do que tenho hoje.

Engraçado é que com o passar do tempo as diferenças se apagam e quando nos juntamos e ai falo de todos os primos a alegria é grande e parece que todos temos a mesma idade.

Os mais velhos já tem filhos da idade dos meus e mesmo a maioria dos mais jovens, já casaram e já estão formando a Geração Internet, uma turminha de novos priminhos que tem de tudo, mas que nunca...

Andaram de canoa no Cremerie, pescaram peixinhos na lagoa da predeira, siris e caranguejos na Restinga da Marambaia, correram do Papai Noel, comeram o pé Coelho da Páscoa escondidos, subiram o Pico da Tijuca, escorregaram numa folha de coqueiro no gramado da Quinta da Boa Vista, Se perderam no Zoológico, acamparam na Prainha, tomaram um pifão de vinho misturado com água no Natal, furaram um bolo de casamento com os dedinhos, engoliram um parafuso, andaram de Karmanguia do tio Sérgio, entre muitas coisa.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Estação Lunar America - 07/06/2033 DC


Andrei Abramov, chefe da equipe de análises minerais estava agora no laboratório, ao seu lado um grande bloco de pedra medindo 3 metros de largura por 5 metros de altura, fora trazido da cratera, cuidadosamente cortado a laser contendo em seu interior a composição de metais encontrada por Alam.

Os testes iriam se iniciar, primeiro a checagem através do espectrômetro de massa.

Ei Andrei, não espera por mim?

Oi, Alam não sabia que você já estava acordado, depois de retirar este pacotinho, do fundo da cratera, achei que você estaria ainda dormindo.

É o trabalho foi grande, mas graças a gravidade de velha lua e a potência de quatro Jetbols juntos foi fácil de transportá-lo até aqui, o mais difícil foi executar o corte sem expor o conteúdo, afinal não sabemos o que é, e se o contato com o exterior pode danificar o metal desconhecido.

Você tem alguma idéia do que seja Andrei?

Não Alam... ia iniciar os testes quando você chegou, mas acredito que seja algum tipo de mineral trazido por algum meteorito, talvez mesmo o que provocou a cratera através do impacto com a superfície.

Alouuu... Pessoal tem lugar para uma, astrônoma, nessa reunião – soou uma voz feminina no interior do laboratório.

Era Karina Andersom , astrofísica da equipe, cuja função básica era a detecção de possíveis áreas de prospeção mineral. - Bonita, jovem e inteligente era uma das principais amigas de Alam, junto a Karina vinha Elaine e Tommy, também membros da equipe . Elaine era navegadora e Tomy , como Alam era um veterano da força aérea, que resolvera , como ele a mudar de vida, pelo menos por um período.

Ei daqui a pouco isso vira festa, e os 30 membros da estação vão estar no meu pequeno laboratório - falou Andrei.

A expressão pequeno era no mínimo injusta o laboratório ocupava todo um domo da estação tinha pelo menos 200 m2, distribuídos de forma circular, e contendo os mais sofisticados equipamentos de análise disponíveis.

Vamos lá, queremos ver você dissecando a pedra do Alam, afinal não é todo dia que temos algo de novo para ver além de ouro. Ok Tommy, vamos lá e falando nisso... – Andrei apertou o botão no painel do espectrômetro.

Nessa primeira análise vamos ver os contornos, abrangidos pelo metal desconhecido para podermos efetuar o corte com a precisão necessária – acrescentou.

Todos se juntaram olhando para o monitor de vídeo onde a simulação computadorizada estava sendo processada. No início apenas um borrão verde azulado, e de forma lenta uma figura ia sendo moldada na tela do computador, mostrando os contornos no interior do monólito, cores, traços , espirais, círculos, até que ...

Na tela do computador a definição final da imagem se materializou...

Um silêncio abateu-se sobre todos, até que...

Fantástico..., exclamou Karina...

Não é possível..., conjeturou Tommy...

O computador agora mostrava na tela, o desenho se uma silhueta humanoide definida em três dimensões que girava em torno do seu eixo.

Andrei...

Sim Alam,

Os dados estão corretos

Como falei, o que estamos vendo é uma representação gráfica dos contornos abrangidos pelo metal desconhecido, e como você pode observar aparentemente representa uma figura humana, pode ser uma peça pregada pelo acaso, mas só saberemos quando concluirmos os testes.

Você já tem uma idéia de quanto tempo isso está ai dentro?

Bem, os resíduos minerais em torno do metal têm uma composição de carbono 14 de aproximadamente..., e acionando outra tecla do console, um conjunto de dados estatísticos, começou a ser gerado, substituindo a imagem, anteriormente plotada.

Olha o que temos aqui...

Peso estimado.................250 quilos
Temperatura Interna....... Indeterminada.
Idade Presumida.............. 130.000 (Negativo)

Uau.., exclamou Tommy novamente 130.000 negativo, quer dizer o que estou pensando ?

Exato,

Seja lá o que for, não é algo comum e não parece que fomos nós que fizemos, trata-se de um achado que devemos manter em segredo e comunicar a sede da MCM, afinal é para isso que aqui estamos.

É fantástico exclamou... Karina, será que não podemos abrir ? Será prudente? Conjeturou Tommy, seguiu-se a uma discussão entre os presentes do que se fazer .

A Matança dos Pombos



Informo no inicio dessa crônica que qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência sendo essa uma obra fictícia.

Lá estava ela bonita com um barrigão de nove meses próximo a ter o seu terceiro menino , nesta época eles moravam numa cidadezinha do interior. Bem, num domingão cheio de preguiça e nada para fazer, só lhes restava ir ao clube pela manhã e a tarde e noite ver televisão. Sem TV a cabo a globo era a pedida e neste dia passou uma matéria no Fantástico, informando sobre os ratos de asas os Pombos.

Segundo a reportagem esses seres tão bem e retratados em pinturas sacras representando o Espírito Santo, era na verdade um foco na transmissão de doenças e que em alguns lugares considerados uma praga. Esse fato acredito, ser o 1º capitulo na saga que se viria a ocorrer em breve.

O Bebe, após muitas complicações antes e pós parto, retornou para casa. Lindinho de olhinhos azuis, cabelinho louros, parecia um anjinho... .

O prédio onde viviam possuía, no primeiro andar, um conjunto de salas e uma foi alugada para uma loja de ração de animais, até ai nada de mais, mas o seu proprietário insistia em alimentar constantemente os indesejáveis pombinhos, jogando insistentemente ração e milho na frente da loja e se não bastasse no patamar do prédio.

Não custa informar que os bichos se multiplicaram exponencialmente e em 30 dias já faziam ninhos no terraço do prédio e não satisfeitos entravam pela janela dos apartamentos na busca por mais alimentos, uma peste alada.

A aflita mãe, conversou muito com o proprietário da loja relatando os problemas que vinham ocorrendo em função da sua atitude, da sujeira no terraço, antes utilizado para as crianças brincar e secagem de roupas e agora impraticável. Tudo em vão o rapaz era assim... meio sensível e amava os pombinhos...

Bem até que um dia, um infeliz resolveu ornamentar o trocador de roupas do bebe, entrando no apartamento e sendo avistado por ela...

Foi declarada a Guerra... como soldado seu marido foi convocado, pediu emprestado a espingarda de chumbinho de um amigo e a noite abatia todos os bichinhos que encontrava, mas eles ficaram espertos e em apenas 2 dias de caçada eles já não davam mais bobeira.

Então a jovem mãe declarou guerra total e química, adquiriu em um respeitável estabelecimento, um produto químico utilizado normalmente para o extermínio de ratos e preparou um banquete para as criaturas temperado com o mesmo.

Ela cuidadosamente depositou o alimento em cima das telhas do prédio já que estas eram facilmente alcançadas do terraço, e aguardou os indesejáveis convidados.

Ocorre que isso foi realizado na sexta-feira e esquecido o fato, sábado pela manhã, o casal , como de costume, foi viajar e passou todo o fim de semana fora. Na segunda pela manhã ficou sabendo, pelos agradecidos vizinhos, da saga passada no sábado à tarde.

Após terem se deliciado com o banquete bem temperado, pela manhã, à tarde as criaturas iniciaram um balé voador e alguns começaram a despencar do céu na frente das lojas. O pobre comerciante dando um show na frente do prédio caia em lágrimas por cada ave que era abatida.

Não satisfeito e decidido a vingar os pombinhos, resolveu denunciar o fato aos órgãos competentes, assim o elemento usando de subterfúgios, adentrou no prédio e ao chegar ao terraço vislumbrou a tétrica cena de dezenas de pombinhos mortos, foi um chororo só, e recolheu cuidadosamente todos os cadáveres bem como os restos do banquete.

Aos risos os agradecidos vizinhos, livres da praga, vinham um por um contar ao casal o ocorrido na sua ausência. Na verdade eles fizeram o que todos gostariam de ter feito, nada como uma mãe ferida na defesa dos seus filhos.

Bem, o comandante do batalhão ambiental ligou, e informou sobre uma denúncia de matança de pombos e se ele poderia verificar o local. Prontamente o casal concordou e após a visita nada foi encontrado que poderia os incriminar, graças ao querido comerciante, que recolheu tudinho.

Lembrando que essa é uma obra de ficção...


Curioso, Encontrei na Internet sobre o assunto...

“Os pombos são grandes transmissores de doenças como criptococoses, hitoplasmose e clamidiose, além de problemas respiratórios causados pelo pó do ninho, das fezes secas, penas, ácaros e piolhos, parasitas dos pombos. A ingestão de alimentos contaminados com as fezes do pombo também pode causar sérios danos ao aparelho digestivo. Entupimento de calhas e apodrecimento de forros de madeira; danos a monumentos históricos, antenas de TV e pintura de carros (devido à acidez de suas fezes); contaminação de grãos; acidentes aéreos ou terrestres são p roblemas que os pombos podem ocasionar quando em grande número num local.”
“VIGILÂNCIA EM SAÚDE - ANIMAIS SINANTRÓPICOS

Pombos: Agravos para a Saúde
Algumas doenças como criptococose, histoplasmose e clamidiose são transmitidas através da inalação de poeira resultante de fezes secas de pombos, contaminadas por fungos (histoplasmose e criptococose) ou bactéria (clamidiose). Elas comprometem o aparelho respiratório e podem também afetar o sistema nervoso central (no caso da criptococose).
A salmonelose pode ser transmitida pela ingestão de alimentos contaminados por fezes de pombos contendo o agente infeccioso Salmonela spp (bactéria), que compromete o aparelho digestivo.

Ácaros de pombos provenientes de aves e ninhos podem causar dermatites em contato com a pele do homem.
Doença Agente Sintomas Transmissão

Criptococose Fungo Cryptococus neoformans Geralmente se apresenta como meningite sub-aguda ou crônica Ao inalar poeira gerada pelas fezes secas de pombos e canários, principalmente
Histoplasmose Fungo Histoplasma capsulatum Pode apresentar doença pulmonar ou não dar sintomas Ao inalar esporos do fungo encontrado em acúmulo de fezes secas de pombos ou morcegos

Clamidiose Bactéria

Chlamydia psittaci Pode não apresentar sintomas ou causar doença pulmonar, vómito e diarréia Ao inalar poeira gerada pelas fezes ou secreções de aves doentes
Salmonelose Bactéria Salmonella spp Toxinfecção alimentar com sintomas como vómitos, diarréia, febre e dores abdominais Ingestão de carne e ovos contaminados com fezes animais ou humanas ou alimentos mal lavados
Dermatites Ácaro Ornithonyssus spp Pontos avermelhados e coceira na pele, semelhante às picadas de insetos Através do contato da pele com o ácaro (piolho de pombo)
Alergias Presença de ninhos e fezes de pombos no ambiente. Pode ocorrer rinites e crises de bronquite em pessoas sensíveis Ao inalar o ar de ambientes com fezes e ninhos de pombos

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

DONA NORMA



Dona Norma, essa Teresopolitana, que morre de medo de pererecas (acho que e trauma, pois em Teresópolis tinham muitas), nascida no dia 13 do mês de novembro é minha querida e estimada mãe.

Em algumas das minhas crônicas ela tem passagem relâmpago, mas hoje decidi escrever mais um pouco sobre essa pessoa tão importante para mim e muitos outros.

Difícil dizer a primeira lembrança real e palpável que tenho dela (dentro da barriga não conta), mas uma delas é guando ela recolhe com carinho meu irmão mais novo (Sérgio) coberto de pó de café após ter derrubado um pote inteiro, em cima dele mesmo ao puxar a toalha da mesa (acho que foi isso) eu só me lembro de uma coisinha preta com dois olhinhos brancos assustados sendo levado para o banho, o fato me marcou...

Da porta do banheiro observava minha mãe pacientemente retirando as roupinhas e lavando aquela criatura com cuidado e um sorriso de quem, apesar do susto, se divertia com a situação. Acho que eu devia ter uns quatro anos ele três anos.

Mais tarde outra lembrança marcante foi ela perguntando a mim e ao Sérgio se nós não gostaríamos de ganhar um novo irmãozinho, importante era que nós negociamos... Mas ele vai brincar com a gente? É menino?

Acho que ela já devia estar quase para ir para a maternidade, pelo o que lembro logo ele veio... Márcio meu segundo irmão...

Dona Norma sempre foi muito amorosa e dedicava-se a seus filhos em tempo integral. Muito alegre, ela sempre estava rindo e de vez em quando, aprontava uma conosco, pregando alguma peça.

Mas também foi exigente... Lembro dela dando umas boas palmadas no meu traseiro, só porque fiz uma pirracinha na rua...

Lembro dela me tomando a tabuada, na soleira da porta da cozinha da nossa casa no bairro Jabour, e braba... porque eu não me concentrava...

Lembro de muitas e muitas coisas das comidinhas, das roupinhas que ela bordava e eu ia entregar, dos seus cuidados quando adoecíamos, dos passeios de fusca com toda a família, cachorro quente na Restinga, pescaria no mangue..., muitas e muitas idas a Petrópolis, nossos primeiros passeios de fusca a Brasília, Curitiba, Juiz de Fora, Belém, Manaus, etc. Nestes passeios ela era sempre a mais animada puxando sempre o barco.

Não sei se ainda existe isso, mas no meu colégio sempre havia uma festinha no dia das mães, os meninos e meninas se esforçavam a fazer um presente, com as próprias mãos, simples e baratinho já que os tempos eram outros... e a escola era pública.

Um pente, um grampo de cabelo decorado e personalizado, que não só dona Norma recebia com alegria e com lágrimas nos olhos, mas também todas as mamães ali presentes.

Já nessa época era metido a escritor, lembro de uma redação que fiz e li para a classe no dia da festa, e que falava sobre a delícia do seu franguinho assado... Como podem ver eu já gostava de escrever sobre comida.

Lembro de momentos não muito agradáveis, como a batida com o fusca novo no muro da Dona Janete (outra grande mãe), do acidente na Serra de Petrópolis, das inúmeras vezes que ela me levou para o pronto socorro, quando eu furei o dedo da mão, o pé, o olho (poxa eu não era mole hem?), mas também teve meus irmãos igualmente socorridos.

Após muitas e muitas aventuras juntos, Dona Norma aos 42 foi novamente premiada e nasceu o Dr. Carlos Eduardo, doutor porque nesta época, eu já tinha 22, ela queria que ele fosse médico, dai o nome pomposo, segundo ela, esse era um nome de médico (o mesmo eu quis para os meus filhos, também sem sucesso), mas acabou Dr. Advogado e Raphael, meu primogênito, esta indo para o mesmo caminho.

Como eu era o filho mais velho e único com carteira de motorista, essa época foi muito curiosa, meu pai trabalhando e eu levando minha mãe de barrigão, para fazer exames, num Passat Vermelho Real (Abobora) - Super Incrementado (lindão).

Bem e assim foi...
Escrevendo sobre dona Norma percebo que escrevo um bocado sobre eu mesmo, é difícil de separar, mas a vida anda...
Com 27 aninhos casei com minha metade, Ana Cristina, e ela estava lá, firme me levando ao altar, toda bonitona. Acho que com o casamento, acrescentei uma tão esperada filha, a vida dessa mãe, além de três lindos netos (modéstia a parte claro).

Hoje estamos todos longe dela, ela morando em Juiz de Fora, eu em Aracaju, nosso saudoso Sérgio partiu. Márcio e Carlos Eduardo em São Paulo e infelizmente eu não poderei estar presente para dar um apertado abraço de Feliz Aniversario neste dia 13 de Novembro.

Dona Norma postei este texto no meu Blog, neste dia, para homenageá-la e agradecê-la. Sei que é muito pouco pelo muito que você fez e faz até hoje, pelos seus filhos, noras, netos, sobrinhos, irmãos e todos que de uma forma ou outra tiveram e tem seu carinho, amor ou amizade.

Um grande abraço apertado, muitos beijos e carinho neste dia tão importante para todos.

Do seu filho, da minha família e com certeza de todos os seus filhos que estejam onde estiverem, estarão sempre ligados a você.

Marcus Goettenauer.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Meu Tio Jorge



Tenho muitos tios gosto de todos, assim que os outros não fiquem com ciúmes, logo posso escrever sobre você... Tio Ciumento, mas sempre, por vários fatores, lembro muito do meu tio Jorge.

Mas voltando a ele... Tio Jorge é um cara muito legal... ele é um dos irmãos mais novos da dona Norma, tem o Sérgio, outra figura, assim minha diferença de idade com ele deve ser de uns 10 anos. Lembro bem dele visitando nosso apartamento no Meier , bairro do RJ onde nasci, fazendo estripulias lá em casa comigo e os manos. I
amos pegar peixinhos no lago do jardim, catar canudo de mamona para fazer bolinhas de soprar coisa de uma infância inocente e feliz que acho que não existe mais...

Uma vez teve um terremoto... é um pequeno tremor de terra, e o prédio, deu uma leve sacudida isso foi nos anos 60 hem!!! faz tempo mais ocorreu...

Lembro que os vizinhos ficaram todos alvoroçados e Jorge não podia deixar passar, apavorou mais a todos, disse que estava dormindo e a cama dele foi atirada do outro lado do quarto, foi um espanto só, mentira... ele nem percebeu, mas rimos muito... principalmente da Dona Dalila, uma vizinha muito gente fina, mas muito assustada.

Bom, ao longo da minha vida tenho acompanhado a vida dele, fui até ao seu casamento com a tia Glória, uma mineirinha de Mar de Espanha, que acabou em Petrópolis, alias Jorge e a maioria (ou todos) os meus parentes moram em Petrópolis ou Teresópolis.

Mas... Há!!! O ponto forte da Festa foi o bolo todo furado pelos sobrinhos queridos, Sergio, meu irmão, Serginho, Sheilinha, Marquinhos (Eu ? será que tava nessa ??)...

Bem, Jorge teve muitas profissões, foi soldado no glorioso batalhão, onde sua principal atividade era se clone do Elvis Presley, é o cara não era fraco não, ligado na onda, o comandante o chamava para animar as festas e parece que ele levava jeito para o negócio.

Depois, pelo que sei, ele foi trabalhar na Gráfica Petrópolis, onde ficou muito tempo. Posteriormente ele arranjou com Guedes, não sei quem é Guedes, mas sempre ouvi falar nele em frases assim, já arranjou um emprego com o Guedes ??? e Guedes ?? essa figura é um mistério...

Bom ele foi trabalhar numa funerária, imagina Jorge numa funerária, era motorista, guarda, etc. Suas histórias sobre essa etapa da vida dão para escrever um livro, muito engraçado, e às vezes, muito triste.

Em um episódio, ele conta que em num enterro no cemitério de Petrópolis, o caixão escorregou morro abaixo e lá se foi o indivíduo surfando na lama até a cova mais baixa, noutra, ele conta que trazendo uma “encomenda” do Rio para Petrópolis, na madrugada, no meio da serra, ouviu ruídos na parte de traz do carro onde estava alojado o dito cujo e não teve dúvida, subiu a serra a 100 por hora sem olhar uma vez para traz.

Depois foi transportar meninos de um colégio, mas acho que ele não gostou muito... eles faziam muito barulho.

Hoje Jorge está aposentado, mas como todo bom aposentado, continua trabalhado muito, dizem que virou um pintor de primeira linha (informação confiável de dona Norma), mas o seu principal mérito, foi de apesar de todas as dificuldades por que passou manter-se íntegro, construiu uma linda família com sua mineirinha, tiveram quatro filhos, três meninas (Cristina, Elizabete e Víviam) e um rapaz (Jorge Augusto), meus primos, e que devem ter como eu, muito orgulho do Tio Jorge.

sábado, 17 de outubro de 2009

Re-Evolução - Capitulo 2 - Primeiros Sinais


- Cratera Lunar I – 23 – 06/06/2033 DC.

O apesar da refrigeração automática, o suor escorria por dentro do traje, a mineração exigia um esforço muito grande, o equipamento era bom, porém pesado, mesmo nas condições gravitacionais atuais. A extração de ouro era lucrativa, mas com custos elevados, a nova fronteira de exploração exigia força, resistência e muito conhecimento técnico. Por um minuto Alam descansou o braço da perfuratriz, e lembrou-se de como tinha vindo parar ali, no fundo de uma cratera lunar em pleno mês de julho.

Após a desmobilização armada do ocidente, em 2015 a exploração espacial retornou a sua plenitude. Com a descoberta de ouro no fundo da cratera lunar Newton, pela sonda francesa Sarcozy I, diversas empresas privadas lançaram-se na pesquisa espacial objetivando simplesmente o lucro, e o que a princípio era apenas uma descoberta cientifica, tornou-se, com confirmação da existência de várias jazidas, numa nova forma de negócio, a mineração lunar, o que levara anos a ser desenvolvido pelos governos, foi rapidamente melhorado e superado pela iniciativa privada, afinal o espaço e o lucro eram livres.

Alam era um desses novos desbravadores, após dar baixa da força aérea, tinha o perfil ideal para esse novo tipo de minerador, possuía o conhecimento técnico de pilotagem de jatos supersônicos de combate, era arrojado e ambicioso, tudo que a Moom Mineral Company , desejava. Após alguns exames e acertos financeiros já estava abordo de um dos veículos de transporte da DELTA, uma evolução dos antigos ônibus espaciais, especializados em transporte de pessoal e equipamentos entre a terra e as estações de adaptação em orbita. A New-Sonny , era uma estação particular turística, arrendada pela MMC , dali, após alguns dias de treinamento, embarcou junto com o resto da equipe no LANCER, um veículo de transporte capaz de realizar as viagens entre as estações em órbita da terra e a lua, pousando diretamente nas estações da superfície lunar.

A superfície rochosa da cratera assemelhava-se a um funil invertido, e lá no fundo estava ele, 50 metros abaixo da superfície, com seu equipamento de trabalho, que incluía além da perfuratriz manual, um pequeno veículo de transporte, apelidado pelos mineradores de JETBOL, já que era similar a uma esfera com jatos de controles externos, que permitiam o deslocamento através de propulsão química.

Alam, vamos voltar ao trabalho..., pensou consigo mesmo, e assim engatou a marcha da sua perfuratriz e direcionou a broca para uma formação rochosa que parecia promissora, o feixe de laser, iniciou a perfuração desfazendo o material, cujo mostrador indicava como uma combinação de ferro e basalto vulcânico, até que subitamente...

O alerta de minério desconhecido piscou no mostrador, e desativou a perfuração.

Alam ficou intrigado, conferiu a tela de cristal do equipamento e não havia dúvidas, o texto era claro, Metal Desconhecido Encontrado, iniciar procedimento indicado na diretriz 7 – verificar menu de opções.

Droga..., praguejou. para si mesmo, acho que teremos novidades ...

Alam só não sabia o quanto...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Um Vôo diferente – Ao Ouvidor da TAM



Na verdade escrevo esse texto não sabendo se realmente existe ou não essa entidade(ouvidoria) nessa prestigiosa organização. Se não houver minha sugestão e que rapidamente ela seja criada e se existir transmitir minhas sinceras condolências pelo falecimento da qualidade e consideração da sua empresa para com seus clientes.

Assim com o objetivo de desabafar e alertar aos senhores para que ações internas de melhoria da gestão e capacitação dos seus colaboradores sejam realizadas passo o descrever o caso pitoresco que ocorreu comigo, agora mesmo, dia 12 de julho de 2007, esclareço ainda que o caso nada tem haver com os atrasos constantes, que sempre são imputados a outrem e que pude observar que, na sua maioria, não o são, mas vamos ao caso.

Lá estava eu, “feliz” após acordar as 03h00 para pegar o vou 3501, que partiria as 05h40 da bela cidade de João Pessoa, onde residia, com destino a Florianópolis a também bela capital de Santa Catarina, vamos desconsiderar o atraso de 1 hora, bem voltando ao relato tudo certo um belo equipamento tapete vermelho (acho que para disfarçar a raiva no rosto dos passageiros) as tradicionais balinhas e tudo mais, pouso em Sampa conexão para Floripa – vou 3515 mais 1 hora de atraso também desconsiderado no meu irritômetro.

Ai ocorreu o caso o fato mais curioso que já pude ver... Tam...Tam...

Aproximadamente ás 13h30 (tenho 1,84 sem comer a aproximadamente 8 horas)

- Prezados passageiros vamos dar início ao nosso serviço de bordo, será servido um delicioso cachorro quente acompanhado de Coca-Cola, Coca-Cola Ligth , Quaraná, etc, etc. - imaginei logo um cachorro quente bom como o da Paraíba. É uma refeição – molhos, carne moída, batata, cebola, etc... .Recomendo, tem em qualquer carrocinha da praia ao sertão.

- ...e lá vem ela sorridente me entrega uma caixinha (até bonitinha) com um pão careca e um salsicha dura e fria – o pão estava tão seco que se batesse no chão furaria a fuselagem da aeronave, o chamado cachorro-quente de quente só tinha o nome.

Sr. catechupe, mostarda ou maionese – falou ela - mostrando essas almofadinhas de temperos que tem a vontade do freguês em qualquer lugar e até nas lanchonetes dos aeroportos.

- com fome, e vendo o pão seco pedi decidido... Os três um de cada, por favor.

Sr. Lamento.Sr. Sr... apenas um por passageiro... ou catechupe ou mostarda ou maionese...

- estupefato, perguntei você esta brincando não é ?

Não Sr. Lamento.Sr. Sr... apenas um por passageiro... ou catechupe ou mostarda ou maionese...

E lá tive eu que engolir o horroroso pão seco com alguma coisa que nem sei bem o que era já que ela escolheu o que iria me passar, meu irritômetro estava no máximo.

Ora Sr ou Sra. Ouvidora da TAM isso foi o fato mais ridículo que já presenciei, com certeza o comandante Rolim deve estar se rolando em seu sepulcro. Esse detalhe mostra o descontrole e total falta de preparo dos seus profissionais, num momento crítico por que passa o setor aéreo no País.

Mas não acabou...

Não o bastante, pouso em Curitiba, decolagem...Tam ..Tam...

Senhores passageiros em comemoração aos 31 anos da TAM vamos oferecer um delicioso salgadinho e um taça de champanhe a todos...

- Puxa... pensei. eu com os meus botões finalmente resta uma esperança no ar (literalmente).

- E lá vai... salgadinho (muito bom – mistura de amêndoas, passas, castanhas) e o Champanhe...quando chegava a minha fila 08 – (início da aeronave) o avião naturalmente deu início ao procedimento de pouso, claro ele balançou e o serviço de bordo interrompido...

E... Tam...Tam...

Prezados passageiros... Tendo em vista o processo de pouso o nosso serviço de bordo fica cancelado...

Ora e porque começou... Total falta de percepção e planejamento. Uma aeronave com 100 passageiros sendo servido por duas comissárias para aproximadamente vinte minutos de vou.

Tenho até hoje minha boca salgada sem o prazer de sorver o famoso liquido oferecido em comemoração aos 31 anos.

Há todos esses fatos podem ser comprovado pela minha colega Ouvidora Claudia da Celtins.

A propósito o fato virou motivo de minha narrativa constante no Curso para Ouvidores e Ombudsman, promovido pela OMD no hotel Castelmar, cuja minha participação resultou nessa tão pitoresca jornada e onde também pude ver muitos comissários e comandantes da TAM, pelo que pude perceber muito bem servidos.

Escrevi este texto uma semana antes do trágico acidente que vitimou dezenas de pessoas em São Paulo, e assim, por respeito a todos os envolvidos, nunca foi enviado ao Ouvidor da TAM.