Hoje acordei com saudades do passado, acho que é por que estou me aproximando dos cinqüenta, estou meio nostálgico, coisas da idade... .
Bom um fato é que quando estou com saudades do passado lembro logo de um belo prato feito pela dona Norma.
Dona Norma para os que não sabem ainda é minha digníssima Mãe. Mãezona daquelas de antigamente que se dedicava exclusivamente a casa ao marido e filhos, principalmente a estes. Hoje com os filhos criados e distantes ela tornou-se uma eximia pintora de porcelana e até já ensaiou uns passos na Internert.
Dona Norma faz muitos pratos deliciosos, mas um em particular me deixa com água na boca e saudades, a Couve-Flor a Milanesa. Para alguns um prato simples, mas de uma consistência e sabor inigualável principalmente quando feito por ela.
Como moro atualmente na maravilhosa cidade de Aracajú, Capital da Qualidade de Vida, com certeza, tenho apenas uma desvantagem...
Couve-Flor no Nordeste é cara e não tem a qualidade das produzidas nas serras do Estado do Rio ou Minas, onde passei grande parte da minha infância, assim fico na saudade, e quando vou visitá-la em Juiz de Fora, tiro a barriga da miséria.
Mas vamos ao prato...
Peque uma Couve-Flor da Serra, falo da serra porque uma unidade pode pesar até dois quilos fácil,
Lave bem com água corrente, tirando as folhas (tem gente que come as folhas também, mas eu nunca experimentei), cuidado, pois costuma ter umas lagartinhas...
Separe os ramos grandes dividindo o vegetal, ponha numa panela com água e um sal a gosto e deixe cozinhar por alguns minutos, cuidado não pode ficar muito mole senão desmancha na fritura.
Prepare os ingredientes comuns para milanesa, ovos, farinha de rosca, etc.
Após o cozimento passe os ramos no ovo, na farinha e frite em uma frigideira velha e feia, com muito óleo de milho, escora e um recipiente coberto com papel toalha (na época minha mãe usava papel de pão) sirva ainda bem quentinha.
É mais ou menos isso, mas para mim o importante é a lembrança da infância, dos tempos de menino, quando eu e meus irmãos ficávamos horas em cima do telhado de casa olhando para o céu a procura das pipas nos dias de vento quando ouvíamos aquela vozinha lá em baixo chamando...
Meninos... O almoço ta na mesa...

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