Dona Norma, essa Teresopolitana, que morre de medo de pererecas (acho que e trauma, pois em Teresópolis tinham muitas), nascida no dia 13 do mês de novembro é minha querida e estimada mãe.
Em algumas das minhas crônicas ela tem passagem relâmpago, mas hoje decidi escrever mais um pouco sobre essa pessoa tão importante para mim e muitos outros.
Difícil dizer a primeira lembrança real e palpável que tenho dela (dentro da barriga não conta), mas uma delas é guando ela recolhe com carinho meu irmão mais novo (Sérgio) coberto de pó de café após ter derrubado um pote inteiro, em cima dele mesmo ao puxar a toalha da mesa (acho que foi isso) eu só me lembro de uma coisinha preta com dois olhinhos brancos assustados sendo levado para o banho, o fato me marcou...
Da porta do banheiro observava minha mãe pacientemente retirando as roupinhas e lavando aquela criatura com cuidado e um sorriso de quem, apesar do susto, se divertia com a situação. Acho que eu devia ter uns quatro anos ele três anos.
Mais tarde outra lembrança marcante foi ela perguntando a mim e ao Sérgio se nós não gostaríamos de ganhar um novo irmãozinho, importante era que nós negociamos... Mas ele vai brincar com a gente? É menino?
Acho que ela já devia estar quase para ir para a maternidade, pelo o que lembro logo ele veio... Márcio meu segundo irmão...
Dona Norma sempre foi muito amorosa e dedicava-se a seus filhos em tempo integral. Muito alegre, ela sempre estava rindo e de vez em quando, aprontava uma conosco, pregando alguma peça.
Mas também foi exigente... Lembro dela dando umas boas palmadas no meu traseiro, só porque fiz uma pirracinha na rua...
Lembro dela me tomando a tabuada, na soleira da porta da cozinha da nossa casa no bairro Jabour, e braba... porque eu não me concentrava...
Lembro de muitas e muitas coisas das comidinhas, das roupinhas que ela bordava e eu ia entregar, dos seus cuidados quando adoecíamos, dos passeios de fusca com toda a família, cachorro quente na Restinga, pescaria no mangue..., muitas e muitas idas a Petrópolis, nossos primeiros passeios de fusca a Brasília, Curitiba, Juiz de Fora, Belém, Manaus, etc. Nestes passeios ela era sempre a mais animada puxando sempre o barco.
Não sei se ainda existe isso, mas no meu colégio sempre havia uma festinha no dia das mães, os meninos e meninas se esforçavam a fazer um presente, com as próprias mãos, simples e baratinho já que os tempos eram outros... e a escola era pública.
Um pente, um grampo de cabelo decorado e personalizado, que não só dona Norma recebia com alegria e com lágrimas nos olhos, mas também todas as mamães ali presentes.
Já nessa época era metido a escritor, lembro de uma redação que fiz e li para a classe no dia da festa, e que falava sobre a delícia do seu franguinho assado... Como podem ver eu já gostava de escrever sobre comida.
Lembro de momentos não muito agradáveis, como a batida com o fusca novo no muro da Dona Janete (outra grande mãe), do acidente na Serra de Petrópolis, das inúmeras vezes que ela me levou para o pronto socorro, quando eu furei o dedo da mão, o pé, o olho (poxa eu não era mole hem?), mas também teve meus irmãos igualmente socorridos.
Após muitas e muitas aventuras juntos, Dona Norma aos 42 foi novamente premiada e nasceu o Dr. Carlos Eduardo, doutor porque nesta época, eu já tinha 22, ela queria que ele fosse médico, dai o nome pomposo, segundo ela, esse era um nome de médico (o mesmo eu quis para os meus filhos, também sem sucesso), mas acabou Dr. Advogado e Raphael, meu primogênito, esta indo para o mesmo caminho.
Como eu era o filho mais velho e único com carteira de motorista, essa época foi muito curiosa, meu pai trabalhando e eu levando minha mãe de barrigão, para fazer exames, num Passat Vermelho Real (Abobora) - Super Incrementado (lindão).
Bem e assim foi...
Escrevendo sobre dona Norma percebo que escrevo um bocado sobre eu mesmo, é difícil de separar, mas a vida anda...
Com 27 aninhos casei com minha metade, Ana Cristina, e ela estava lá, firme me levando ao altar, toda bonitona. Acho que com o casamento, acrescentei uma tão esperada filha, a vida dessa mãe, além de três lindos netos (modéstia a parte claro).
Hoje estamos todos longe dela, ela morando em Juiz de Fora, eu em Aracaju, nosso saudoso Sérgio partiu. Márcio e Carlos Eduardo em São Paulo e infelizmente eu não poderei estar presente para dar um apertado abraço de Feliz Aniversario neste dia 13 de Novembro.
Dona Norma postei este texto no meu Blog, neste dia, para homenageá-la e agradecê-la. Sei que é muito pouco pelo muito que você fez e faz até hoje, pelos seus filhos, noras, netos, sobrinhos, irmãos e todos que de uma forma ou outra tiveram e tem seu carinho, amor ou amizade.
Um grande abraço apertado, muitos beijos e carinho neste dia tão importante para todos.
Do seu filho, da minha família e com certeza de todos os seus filhos que estejam onde estiverem, estarão sempre ligados a você.
Marcus Goettenauer.
Hoje estamos todos longe dela, ela morando em Juiz de Fora, eu em Aracaju, nosso saudoso Sérgio partiu. Márcio e Carlos Eduardo em São Paulo e infelizmente eu não poderei estar presente para dar um apertado abraço de Feliz Aniversario neste dia 13 de Novembro.
Dona Norma postei este texto no meu Blog, neste dia, para homenageá-la e agradecê-la. Sei que é muito pouco pelo muito que você fez e faz até hoje, pelos seus filhos, noras, netos, sobrinhos, irmãos e todos que de uma forma ou outra tiveram e tem seu carinho, amor ou amizade.
Um grande abraço apertado, muitos beijos e carinho neste dia tão importante para todos.
Do seu filho, da minha família e com certeza de todos os seus filhos que estejam onde estiverem, estarão sempre ligados a você.
Marcus Goettenauer.
