Na verdade escrevo esse texto não sabendo se realmente existe ou não essa entidade(ouvidoria) nessa prestigiosa organização. Se não houver minha sugestão e que rapidamente ela seja criada e se existir transmitir minhas sinceras condolências pelo falecimento da qualidade e consideração da sua empresa para com seus clientes.
Assim com o objetivo de desabafar e alertar aos senhores para que ações internas de melhoria da gestão e capacitação dos seus colaboradores sejam realizadas passo o descrever o caso pitoresco que ocorreu comigo, agora mesmo, dia 12 de julho de 2007, esclareço ainda que o caso nada tem haver com os atrasos constantes, que sempre são imputados a outrem e que pude observar que, na sua maioria, não o são, mas vamos ao caso.
Lá estava eu, “feliz” após acordar as 03h00 para pegar o vou 3501, que partiria as 05h40 da bela cidade de João Pessoa, onde residia, com destino a Florianópolis a também bela capital de Santa Catarina, vamos desconsiderar o atraso de 1 hora, bem voltando ao relato tudo certo um belo equipamento tapete vermelho (acho que para disfarçar a raiva no rosto dos passageiros) as tradicionais balinhas e tudo mais, pouso em Sampa conexão para Floripa – vou 3515 mais 1 hora de atraso também desconsiderado no meu irritômetro.
Ai ocorreu o caso o fato mais curioso que já pude ver... Tam...Tam...
Aproximadamente ás 13h30 (tenho 1,84 sem comer a aproximadamente 8 horas)
- Prezados passageiros vamos dar início ao nosso serviço de bordo, será servido um delicioso cachorro quente acompanhado de Coca-Cola, Coca-Cola Ligth , Quaraná, etc, etc. - imaginei logo um cachorro quente bom como o da Paraíba. É uma refeição – molhos, carne moída, batata, cebola, etc... .Recomendo, tem em qualquer carrocinha da praia ao sertão.
- ...e lá vem ela sorridente me entrega uma caixinha (até bonitinha) com um pão careca e um salsicha dura e fria – o pão estava tão seco que se batesse no chão furaria a fuselagem da aeronave, o chamado cachorro-quente de quente só tinha o nome.
Sr. catechupe, mostarda ou maionese – falou ela - mostrando essas almofadinhas de temperos que tem a vontade do freguês em qualquer lugar e até nas lanchonetes dos aeroportos.
- com fome, e vendo o pão seco pedi decidido... Os três um de cada, por favor.
Sr. Lamento.Sr. Sr... apenas um por passageiro... ou catechupe ou mostarda ou maionese...
- estupefato, perguntei você esta brincando não é ?
Não Sr. Lamento.Sr. Sr... apenas um por passageiro... ou catechupe ou mostarda ou maionese...
E lá tive eu que engolir o horroroso pão seco com alguma coisa que nem sei bem o que era já que ela escolheu o que iria me passar, meu irritômetro estava no máximo.
Ora Sr ou Sra. Ouvidora da TAM isso foi o fato mais ridículo que já presenciei, com certeza o comandante Rolim deve estar se rolando em seu sepulcro. Esse detalhe mostra o descontrole e total falta de preparo dos seus profissionais, num momento crítico por que passa o setor aéreo no País.
Mas não acabou...
Não o bastante, pouso em Curitiba, decolagem...Tam ..Tam...
Senhores passageiros em comemoração aos 31 anos da TAM vamos oferecer um delicioso salgadinho e um taça de champanhe a todos...
- Puxa... pensei. eu com os meus botões finalmente resta uma esperança no ar (literalmente).
- E lá vai... salgadinho (muito bom – mistura de amêndoas, passas, castanhas) e o Champanhe...quando chegava a minha fila 08 – (início da aeronave) o avião naturalmente deu início ao procedimento de pouso, claro ele balançou e o serviço de bordo interrompido...
E... Tam...Tam...
Prezados passageiros... Tendo em vista o processo de pouso o nosso serviço de bordo fica cancelado...
Ora e porque começou... Total falta de percepção e planejamento. Uma aeronave com 100 passageiros sendo servido por duas comissárias para aproximadamente vinte minutos de vou.
Tenho até hoje minha boca salgada sem o prazer de sorver o famoso liquido oferecido em comemoração aos 31 anos.
Há todos esses fatos podem ser comprovado pela minha colega Ouvidora Claudia da Celtins.
A propósito o fato virou motivo de minha narrativa constante no Curso para Ouvidores e Ombudsman, promovido pela OMD no hotel Castelmar, cuja minha participação resultou nessa tão pitoresca jornada e onde também pude ver muitos comissários e comandantes da TAM, pelo que pude perceber muito bem servidos.
Escrevi este texto uma semana antes do trágico acidente que vitimou dezenas de pessoas em São Paulo, e assim, por respeito a todos os envolvidos, nunca foi enviado ao Ouvidor da TAM.
